DEPOIMENTOS

O CINECAOS VI já esta em sua reta final e reunimos alguns depoimentos dos diretores, assim podemos conhecer um pouco mais sobre o filme que eles nos apresentaram.

E lembrem-se de acessar o https://www.wurlak.com.br/cine-caos para conferir todos os filmes da mostra até o dia 30/04/2021.

Viva o Caos!

5 Estrelas – Fernando Sanches

“5 estrelas” é um filme que nasceu para ser um teaser do meu próximo longa “As 7 Pecadoras” unindo os talentos das musas do cinema fantástico nacional Gilda Nomacce e Luciana Paes. O curta levanta a questão das relações informais de trabalho através de um encontro inusitado de uma atriz de teatro e uma motorista de Uber em uma noite em que tudo pode acontecer.

290 VENENOS – PETTER BAIESTORF

“290 Venenos é um desabafo bem humorado que tenta traduzir um pouco da insatisfação do Brasileiro em ser refém do agronegócio e de um governo relapso. Fruto da coletividade, com produção maravilhosa da equipe do CineCaos, é, também, a constatação de que produzir independente, no maravilhoso sistema de troca e apoio mútuo, permite criar obras libertárias. E parafraseando o final do curta: Tente manter-se Livre!”


A BARCA – NILSON RESENDE

O curta-metragem A Barca é uma adaptação do conto “Natal na barca”, da escritora Lygia Fagundes Telles, uma das maiores escritoras da língua portuguesa e uma das principais contistas da literatura do século XX.Lygia Fagundes Telles, além de já ter sido indicada como representante do Brasil para o Prêmio Nobel, teve seu trabalho contemplado com o Prêmio Camões, maior prêmio da literatura de língua portuguesa.Coincidentemente — ou não —, “Natal na barca”, primeiro conto que li em minha vida, deu origem a meu primeiro filme. Talvez esse seja apenas mais um mistério, palavra tão adequada ao mundo ficcional de Lygia Fagundes Telles e algo tão presente nessa história.

A Luz Incidiu Sobre Nós Como A Pálida Noite – Lucca Girardi

Este é um filme sobre o universo que paira paralelamente ao mundo. O universo do não-dito e do invisível, das coisas que sentimentos mas não podemos tocar e expressar. Seja esta a morte, o luto ou a dor. Esse filme é para as pessoas que conseguem enxergar esse mundo. 

A PRAGA DO CINEMA BRASILEIRO – WILLIAM ALVES e ZEFEL COFF

Depoimento de William Alves

ADVENTICIO – ABDIEL ANSELMO

Adventício é um filme artesanal, feito majoritariamente por um homem e uma câmera, a experiência tenta explicar os sentimentos conflitantes que nos perpassaram durante a primeira onda da covid-19 no Brasil. Trazendo elementos de um horror cósmico indecifrável.

AMOR SANGUE DOR – MAGNUM BORINI

“Amor Sangue Dor” é um filme (também) sobre existencialismo, solidão, relacionamentos relâmpagos; não traz respostas ou conclusões, apenas sentimentos e questionamentos. Acredito que seja um filme para se entregar, sentir, refletir e tirar suas próprias conclusões. 

ÂNSIA – JOÃO PEDRO REGIS

Ânsia é um filme que perpassa os sentimentos de uma prisão interior sem risco de fugas ou salvação. Onde o pior inimigo somos nós mesmos. Quando a mente em um rápido suspiro de esperança nos deixa desamparados e sem entender o que está a nossa volta. O filme parte desse sentimento de uma mente aprisionada e ansiosa de um dia que talvez nunca volte, uma ansiedade pelo passado, pelo raso, pelo sentimento, pelo simples ato de suspirar entre uma surra e outra. Ânsia vem para nos ansiar a liberar a grande carga emocional que nos aflige. A ansiedade que nos causa Ânsia.

BECK 137 – PETTER BAIESTORF

“Beck 137” foi um projeto realizado num esquema tão rápido que testou boa parte da jovem equipe que trabalhou nele; aquele tipo de produção que funciona como um teste de sanidade aos aspirantes à cineastas. Uma das diárias durou 44 horas de trabalhos ininterruptos, por exemplo. Quem passou sem reclamar provou ser o suficientemente louco para fazer cinema no Brasil! O curta foi fruto de uma experimentação com celulares, onde todo o filme foi criado em apenas 3 dias e com um orçamento beirando a zero, para provar que é possível criar obras divertidas com o mínimo de recursos. Mantenha-se livre!

C.H.U.P.A. – LUCIANO DE MIRANDA

Em um momento de incertezas, o que era para ser uma história de terror tornou-se uma aventura em família. Acho que foi nosso desejo de resolver tudo num passe de mágica aflorando. Juntos fomos heróis por um dia! Se o cinema não nos der esse poder, nada mais dará.

COMO NENHUMA INTELIGÊNCIA JÁ AMOU – SOPHI SAPHIRA

‘’Como atriz, sendo mulher trans no Brasil, me sinto na obrigatoriedade de quebrar barreiras para que eu possa atuar. Realizar esse filme com elenco totalmente trans, orçamento zero e em tecnologia avançada assumindo o trabalho de uma equipe inteira é um grito que me faz querer alcançar os topos dos muros e paredes que sufocam as pessoas não-cisgêneras, como eu. É o desejo de sobreviver através da arte caminhando nos lugares onde só pisam as pessoas não-trans. É o desejo de atuar interpretando papeis femininos diversos, sem restrições. Eu sonho pelo dia que serei chamada para atuar tendo as mesmas oportunidades de qualquer atriz. Enquanto isso não acontece, venho encarando os desafios diários para me autoproduzir, trazendo junto as pessoas trans que estão no mesmo barco e aprendendo a fazer um complexo trabalho de uma equipe inteira, que deveria estar junto, mas não está. Me chame pra atuar, pra trabalhar, eu estou aqui.’’

CORPO MONUMENTO – ALEXANDRE SALOMÃO

Corpo Monumento é um filme que dialoga com a representação histórica dos lugares, suas precarizações e potencialidades e a relação do corpo performático com a memória desse território e do corpo nesse território. Expomos a transterritorialidade dos espaços públicos urbanos na afirmação desses corpos nos territórios urbanos, com inquietações, conflitos e apaziguamento.

CRONOTOPO – DIOGO D’MELO

O Cronotopo veio de um filme anterior, os equipamentos desta produção ficaram em casa para serem entregues na segunda-feira, ter todos aqueles equipamentos tão desejados e parados foi o suficiente para três amigos se juntarem, escreverem e produzirem em um final de semana o curta, a ideia do roteiro vem da proposta bakhtiniana do cronotopo como simulacro temporal e que foi finalizado antes deste momento pandêmico onde os dias se repetem e nos sufocam.

EU SOU A DESTRUIÇÃO – EDUARDO CAMARGO

 “EU SOU A DESTRUIÇÃO” foi um filme feito em um período no qual ainda estávamos compreendendo as consequências das ações do atual governo. A partir do discurso do ex-secretário da Cultura, Roberto Alvim, presente na faixa de som que é alterada para emular uma voz onipresente, crio uma contraparte ao conteúdo da sua fala no vídeo, me apropriando de filmes, na sua maioria de origem alemã, produzidos durante as décadas de 20 e 30 e de alguns filmes norte-americanos que ressaltam o caráter político do seu discurso. A fala de Alvim tenta se mascarar através de uma retórica que faz um apelo à tradição, à família, à pátria, e Deus. Busco então através desse arquivo filmográfico explorar as consequências desse discurso “tradicional” em outros períodos históricos. Na sua sequência final, introduzo uma montagem com filmes brasileiros de contextos distinto os quais alcançam uma unidade através do seu ordenamento e efeitos de edição, e através do som o final  se realiza como um ruído e deslocamento, como uma espécie de catarse negativa e destrutiva, um clímax em que o próprio filme entra em estado de alarme e auto-destruição.

FLORESTA ESPIRITO – CLARA CHROMA

Esse filme, fruto desse isolamento do Coronavirus™, surgiu a partir da pura experimentação combinando tecnologias e desejo de transmitir à tela as sensações que tenho no contato mais profundo com as florestas aqui da terra onde moro. Revelação dos espíritos da mata, movidos pelas águas. Nas palavras de uma amiga que viu, tradução do cipó. Espero ainda fazer disso uma videoprojeção urbana, deixar os espíritos da floresta invadirem o mundo do concreto.

FÔLEGO VIVO – Associação dos Índios Cariris do Poço Dantas-Umari

Somos um coletivo de pessoas indígenas (formado por maioria de mulheres, multigeracional e que tem integrantes LGBTQI+ e PCD) que gere a Associação dos Índios Cariris de Poço Dantas que promove uma série de atividades culturais tanto na nossa comunidade, tanto fora de nossa comunidade tanto no espaço virtual (em tempos de pandemia) através de nossa cultura indígena kariri. Dentro de nossa cultura kariri trabalhamos com artesanato, audiovisual, dança do toré, plantas medicinais, culinária, contação de histórias, fotografia, dentre outros. Somos ligad@s ao grupo Retomada Kariri que reúne a luta indígena a nível nacional. Fôlego Vivo, para nós, é uma maneira de lançar nossa profecia kariri ao mundo, utilizando o audiovisual para isso. Além disso Fôlego Vivo nos ajuda tanto em nossa demarcação étnica projetada no mundo quanto na demarcação do território que habitamos ao ser anexado nos autos de nosso processo junto à FUNAI. Desse modo, esse experimento audiovisual virtual ajuda na sobrevivência de nossos corpos reais e dos corpos não-humanos que estão no nosso entorno. É um filme denúncia e é também nosso respiro mais profundo.

lambada estranha – darks miranda

Há um tempo tinha vontade de filmar uma ação que envolvesse pessoas que acham que não sabem dançar – ou que dançam “estranho” – de costas para a câmera, movendo-se ao som de lambadas. Era uma ideia meio nonsense, mas eu sabia que me interessavam os movimentos dos corpos, uma certa indiscernibilidade dos corpos, um mistério, uma quebra do protagonismo de rostos, o estranhamento e alguma imprevisibilidade. Tinha o desejo de possibilitar uma experiência meio formal e informe, ao mesmo tempo, que tinha a ver com corpos, movimento, dança, uma ação que poderia ser levemente esquisita sem ser grotesca. Me interessava um certo humor físico desconcertante também.
Acabei filmando na piscina abandonada do prédio onde moro, no Rio de Janeiro.
E aí que, a meu ver, a ação foi tomando outra forma e foi somando outras questões: paisagem, cidade, horizonte, cosmos, apocalipse… Aí que foi virando meio filme e deixando de ser um registro de uma performance. E o aspecto mais fantástico só aumentou a cada etapa: as roupas, os efeitos na montagem, a edição de som.
Lambada estranha não é um documentário, não é um registro e também não é uma ficção ilusionista – não faz uso de efeitos caros ou realistas. Apesar de inspirado e espelhado na realidade, a estética do realismo não me interessava, nesse caso. Ao contrário, parti de um entendimento de que diante da situação real do mundo e de nossa condição precária, é impossível não delirar. Então o filme é uma espécie de delírio a partir do real.

FOME – MANDA RAMOOS

O Fome é meu primeiro filme (que eu chamo de meu), ele foi feito no meu último ano da faculdade, porém completamente independente dela (o apoio da UEG vem do fato de uma das locações ter sido lá. E de independente ele tem tudo, eu e o Paulo Morais, que foi meu assistente de direção, corremos atrás de absolutamente tudo para que fosse possível realizá-lo, usamos do nosso próprio dinheiro. Foi um exercício de persistência e uma forma, pelo menos para mim, de colocar em prática tudo que eu aprendi tanto na UEG quanto na vida sobre direção, produção e roteiro. Quase uma validação visto que o resultado supriu nossas expectativas (e acredito que de toda a equipe). Tenho muito orgulho de ter conseguido um resultado final que tem rodado o país, infelizmente ele deslanchou mesmo durante a pandemia, então pude presenciar poucas exibições ao vivo, é até meio difícil pensar que participamos de tantos festivais até agora. O filme em si vem da minha paixão da vida pelo horror e bastante também dos estudos que fiz sobre durante a faculdade, o terror é um gênero que me agrada tanto esteticamente tanto tematicamente e creio que é exatamente isso que eu exploro nele. É tudo bem estilizado, buscando uma beleza mesmo, usando de referência principal os giallos e o J-Horror. Em relação a história, busca-se uma simplicidade com um só objetivo muito claro que é: causar medo. Horror pelo horror, e algumas inversões divertidas nos tropes mais comuns, porém se utilizando deles para criar criar um roteiro classicamente do horror, mas não entediante.

MISSÃO BERÇO ESPLÊNDIDO – JOEL CAETANO

“Missão Berço Esplêndido” é sobre futuros possíveis e como o amor ou o ódio podem influenciar nosso destino

NÃO SE PODE ABRAÇAR UMA MEMÓRIA – PEDRO TAVARES

O embrião do filme está num curta em plano-sequência sobre um homem despedindo-se de uma pessoa, escrito em 2018.
Me desliguei do projeto e fui fazer outros filmes. Ao retornar, apesar da ideia de despedida de um amigo, Eli Hayes, para quem dedico o filme, pensei que os diálogos do filme original poderiam tornar um diálogo direto com os primórdios do cinema e seu futuro. Portanto, minha ideia era que Não se pode abraçar uma memória resida entre a chegada e a saída do trem.

NERVO – PEDRO JORGE e SABRINA MARÓSTICA

“Nervo fala de algo presente constantemente na sociedade brasileira. A violência contra a mulher, um fantasma que assombra diariamente diversas mulheres do país. A sororidade é algo a ser plenamente cultivado.”

O ANJO NO POÇO – MATHUES MARCHETTI

O Anjo no Poço é uma fábula sobre o fim da infância e o começo da adolescência, sobre o despertar sexual entre meninos que tantas vezes se manifesta de formas violentas. Assim fiz nos curtas O Beijo do Príncipe (2015) e Bosque dos Sonâmbulos (2017), é uma releitura queer de temas clássicos do terror, dessa vez homenageando clássicos diabólicos como Veneno para Fadas (1984) e Não Livrai Nos Do Mal (1971), mas ambientado num cenário especificamente masculino e especificamente brasileiro. Um filme de Natal substituindo a bucólica paisagem bucólica invernal associada a essa data por um longo e escaldante dia de verão – onde a linha entre fantasia e realidade, ódio e desejo é sempre tão tênue, e tudo pode acontecer.

ONI – DIOGO HAYASHI

Um ambiente espiritual com uma linguagem teatral e sonhadora. O que pode ser um homem ou um espírito retorna ao seu lar abandonado no meio da floresta solitária e densa vegetação para se encontrar e os demônios do amor. O amor cresce com o tempo, como as plantas da floresta, não importa que estejamos mortos.

OS CRIMES DA RUA DO ARVOREDO – PATTY FANG

Apesar do fato ter ocorrido no século retrasado e ser conhecido na região, só tive conhecimento recentemente e me interessei muito pela história. Filmei um amigo contando, sem imaginar que viraria um curta metragem, ou, como prefiro dizer, um “doc-fast-trash”.

QUINTO DOS INFERNOS – ALES DE LARA

Quinto dos Infernos é um curta que se equilibra no fio da navalha entre comédia e terror, ao zombar da face monstruosa da tirania brasileira. A produção serviu como catarse para a equipe que, espalhada de Curitiba a Recife, em isolamento social devido à pandemia, mostrou que a união é possível mesmo em um país de dimensões continentais. Juntos decidimos rir de nossas desgraças e foi tão divertido que existe a possibilidade de agora produzirmos uma série de episódios nessa linha.  Afinal, quem nunca teve vontade de mandar a corja toda pro quinto dos infernos?

SALIVA – MARIA TRIKA

Acho, especialmente, difícil falar do que criamos.Sobre o SALIVA, o que consigo dizer é que o fiz nas primeiras semanas desta pandemia, quando as imagens, todas, me faltaram.
O que restou foi fazer um filme.

SETE GATOS PARA CALIGULAGeni G., Gurcius Gewdner, Marcel Mars

Depoimento de Gurcius Gewdner: “As aventuras de Calígula foram filmadas em uma sequência de dias dos mais agradáveis possíveis e o encontro dele com os felinos da floresta é apenas uma pequena parcela de um projeto bem maior, que espero que veja a luz do dia em breve. A narração é inspirada nos textos institucionais dos bancos e grandes corporações. Praticantes ferrenhos da necropolítica, essas instituições falam muito em renovação, descoberta e felicidade em suas propagandas, mas na verdade todo o sistema delas é calculado para matar seus usuários de raiva, frustração e cansaço. O filme foi finalizado para um edital de um banco, desses que vem rolando por aí desde o início da pandemia, mas não foi aprovado.” 

SPACE INVADERS – DIOGO D’MELO

O filme Space Invaders surge de uma demanda acadêmica, ainda na graduação em cinema na UFJF a disciplina de fotografia fez uma proposta de temas, elementos, cores, preposições e diretrizes para o trabalho final. O grupo se dividiu depois dos direcionamentos do professor e fomos dando forma ao curta, do muito planejado, infelizmente, não pudemos realizar nem a metade, mas ficamos todos muito felizes com o resultado, um filme simples, com orçamento zero, mas com uma equipe com muita vontade de fazer acontecer.

TEXAS CARLOS MASSACRE – GURCIUS GEWDNER

“Texas Carlos Massacre usa como ponto de partida a primeira exibição internacional de Bom Dia Carlos como uma amorosa desculpa pra homenagear os festivais e eventos que misturam música e cinema e o quão é divertido estar neles. Comecei mostrando meus filmes em shows de bandas underground, com todo mundo festando e celebrando com muitos brindes entre um filme e outro, entre um show e outro. Ainda é meu tipo preferido de evento e sempre será. Espero que um dia, além de show e filmes, incluam piscina e praia com mais frequência também: Piscina, show, filme, praia. É o que o mundo precisa se a pandemia acabar.”

WOMANEATER – PAULA PADILLOS

Womaneater surgiu a partir de minhas experiências pessoais com relacionamentos abusivos, em diversas formas, como também de pesquisa sobre esse tema e sua relação com o patriarcado. A escolha pelo gênero de terror, assim, se dá naturalmente não só pela afinidade, como pela capacidade de reproduzir as sensações de se estar nessa vulnerável situação. Mas, sobretudo, Womaneater toma forma por meio do esforço criativo de uma equipe majoritariamente iniciante, que trabalhou comigo cada qual em suas funções e, na minha opinião, demonstrou muito talento e capacidade de fazer acontecer com os mínimos recursos.

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